...Um tanto disperso
Às vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço...
Às vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço...
O Teatro Mágico – Sina Nossa.
Segundo Aurélio: Essência s. f.
1. O que constitui o ser e a natureza das coisas.
2. Qualidade predominante ou virtual de (plantas e drogas).
3. O que há de mais puro e subtil (nos corpos).
4. Ser; existência.
5. Óleo essencial ou volátil.
6. Caráter distintivo.
7. Idéia principal.
Minha natureza/qualidade predominante/existência/idéia principal sempre foi à mesma assim como de qualquer outro ser humano no mundo. Creio que se eu pedisse a dona das frases do início do texto que mudasse seu jeito autoritário, o modo como ela gosta de ser a primeira em tudo ou jeito de dizer: ‘Eu não disse’ ela não mudaria, uma vez que ela não vê nada de errado nisso jamais nunca mudaria.
Minha essência lamentavelmente ou não é feita de muita teimosia, orgulho, rancor, uma fingida indiferença ao mundo, tristeza, muito drama e outros adjetivos bons e ruins, é claro, mas, sou eu... Assim... Desse jeito torto mesmo. E hoje, percebo pasma que as minhas duas melhores amigas que convivem com essa maldita essência durante certa de 3 anos quase que diariamente, de repente, decidiram que eu preciso mudar.
A ironia é que eu mesmo odiando os defeitos gritantes que as duas tem (assim como eu e o resto do mundo temos) me adaptei a elas, me irritando absurdamente com cada ponto que eu acho que elas deveriam mudar, me adaptei e jamais pediria que elas mudassem, pois, são minhas amigas eu as conhecia dessa forma e as amo desse jeito. Elas são muito difíceis de lidar, assim como eu sei que sou também, mas, eu acho que não conseguiria ficar muito tempo sem ‘aturar’ tais defeitos. Eu preciso delas. Sempre vou querer ouvir o que elas têm a dizer, o que elas têm a reclamar por mais que às vezes pareça que eu estou pouco me importando como todas as palavras que saem da boca delas eu me importo sim! Sempre me importei e sempre irei me importar.
Talvez elas estejam certas, eu deveria mesmo mudar... Parar de afastar as pessoas com esse gênio horrível, com essa cabeça dura, mas... e elas? Também não deveriam mudar? Ou talvez a essência delas jamais fizesse com que elas perdessem uma amiga.
Nunca pensei que precisaria mudar minha essência, meus defeitos para preservar uma amizade. Sempre tive em minha mente a idéia (talvez absurda) que as pessoas que me amassem, me amaria assim mesmo. Com todos os defeitos e qualidades do pacote. Com todos os picos, dramas, estranhasses e tudo o mais que aparecer. Pois posso dizer que as amo com tudo que posso e acredite ou não, me importo com cada futilidade, cada mini-parte da vida delas, mesmo que às vezes eu diga que não. Eu me importo.
Mas, me perdoem. Não vou mudar... Nem por mim, nem PRA mim e nem pra ninguém.
Essa sou eu. Mesmo que eu fique pra sempre sozinha.
É audácia minha pensar dessa forma? Que as pessoas que desejarem aproximar-se iram ter que aceitar todos os meus defeitos e todas as minhas estranhezas? Não... eu não acho.
Penso que o amor faz você acreditar que é aquela essência horrível que chamou a sua atenção, que é aquele defeito que faz com que você ame aquela amiga, aquele namorado... Os defeitos são o diferencial do ser humano.
Das duas melhores amigas, uma posso dizer que a amo pelo seu jeito irritante de JAMAIS perder uma oportunidade de se jogar abruptamente a qualquer coisa que talvez vá lhe fazer feliz, por não ter medo de se arriscar e de me fazer ter medo POR você.
E a outra. Eu amo cada fase que você passa, cada vez que você tenta se mostrar forte e todos os seus sonhos malucos e a capacidade inacreditável de me tirar do serio e me fazer sorrir ao mesmo tempo.
Perdoem-me se eu não mudar. Ao menos não por hora.
A Ariana e Taurina que predominam em minha vida.
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