sexta-feira, 12 de agosto de 2011 If you'll just Smile...


- Você sabe que eu volto, ei... olha pra mim – e eu olhei, diretamente naqueles olhos negros sempre tão brilhantes -  não sabe? – ele concluiu esperando uma resposta minha que eu não conseguia dar. Naquele momento, tudo o que eu queria era gritar para que ele não fosse pra longe de mim, que sem ele eu não conseguiria respirar direito, não conseguiria me equilibrar, não conseguiria sorrir.
Certo, pode parecer apenas um drama absurdo, pois, eu tinha apenas 15 anos e dizem que nessa idade você idealiza um príncipe encantado perfeito e por isso qualquer coisa era um drama e eu sempre fui dramática, mas, naquele dia eu não disse nada só olhei pra ele com os meus olhos vermelhos transbordando lagrimas que insistiam em marcar meu rosto.
No rosto dele eu conseguia ver que ele também sentia o mesmo, que queria gritar como eu, queria chorar, mas, ele jamais faria isso.
- Blanche... – ele tentava limpar minhas lagrimas – Para... Não chora - ele falou antes de me abraçar como se daquele jeito garantisse que tudo ia ficar bem, que nada ia me machucar e que logo ele estaria de volta, então ele olharia para mim com um sorriso enorme e diria ‘Eu falei que eu ia voltar’.
Em meio aquele abraço eu me perguntava o que eu ia fazer a partir do momento que ele entrasse naquele avião com destino aos Estados Unidos da América, eu não quis saber exatamente pra qual lugar dos EUA ele iria, eu sabia que depois eu iria ficar obsessiva.
Não sei dizer por quanto tempo ficamos ali abraçados, mas, pra mim pareceu pouquíssimo, porem o suficiente para eu nunca mais esquecer acho que é a única memória que nunca vai se apagar.
Algumas coisas que aconteceram naqueles tempos ‘perfeitos’ eu não me lembro mais, se perderam ou eu preferi esquecer, mas o fatídico dia que ele me deixou foi o ponto de partida para tudo mudar, algumas coisas para melhor outra para bem pior. Talvez por causa disso eu tenha me tornado essa pessoa fechada que não se permite a quase nada, talvez quando se perde algo preciso demais você tende a fazer isso quer dizer... Fechar-se para o mundo, não permitir ninguém perto demais com medo de perdê-lo. Sim, esse é meu grande medo, perder as pessoas que eu amo. Meus amigos, meus irmão... Meus pais. Será que eu sobreviveria à outra perda? Não sei... Provavelmente não.
Aos poucos ele foi me soltando para poder olhar para mim, respirou fundo e me ficou me encarando enquanto eu tentava desviar os meus olhos do dele e soltar nossas mãos, em vão, quanto mais eu tentava mais ele me apertava.
- Isso não é um fim. Por isso, não vou terminar nada com você. O que temos jamais vai acabar. - ele me disse naquele jeito serio capaz de me fazer acreditar em qualquer coisa. Então me beijou como se sua vida dependesse daquele contato. Pra mim parecia como um ultimo beijo, eu sabia que por mais que ele eventualmente voltasse eu nunca sentiria seu beijo daquele jeito novamente.
De olhos fechados e com a testa encostada na minha ele sussurrou‘‘Eu te amo, sempre vou amar e jamais te esquecerei”
Eu bloqueei todas as memórias dos dias após o avião dele levantar vôo, me lembro de beber e fumar muito mais do que eu deveria e passar a outra parte do tempo dormindo, me recuperei praticamente sozinha de uma depressão - Obrigada Bruno - e me levantei de novo, conheci novos e inestimáveis amigos, me apaixonei - ou tentei acreditar que era uma paixão, funcionou por um tempo -, me decepcionei com pessoas extremamente importantes para mim, tantas coisas aconteceram! Tantas coisas que eu não fiz e tantas que eu fiz.
Bom eu o vi algumas poucas vezes uma mais, alguns feriados, alguns dias em que ele surgia do nada no Brasil. Eram lindas... Todas às vezes, mas, toda vez que ele ia embora ele sabia que com ele ia uma parte de mim e que doía muito.
O meu consolo – mesmo não sendo grande coisa - era a consciência que eu o veria novamente, que o tocaria, que… o sentiria agora me pergunto como supostamente eu deva agir sem esse consolo. O fato inquestionável de que jamais vou poder tocá-lo, senti-lo, vê-lo de verdade.
Não importa quantas pessoas eu me apaixone, ou tenha me apaixonado enquanto ele estava vivo e longe de mim. Ele é o amor da minha vida. Vivo ou Morto eu o amo e não sei como agir agora... Hoje 12-08-2011 fazem 4 anos que o coração dele parou de bater e eu ainda não sei como viver com isso. Talvez não vá saber nunca, mas, eu sigo fazendo o que ele me ensinou: ‘Eu acho que você devia mostrar ao mundo esse sorris, sabe que... desse jeito o mundo vai corresponder pra você é contagiante, o sorriso, pode mudar seu dia e até sua vida. Sabe aquele musica do Charlie Chaplin? Então... Ele nunca esteve tão certo. Sorri pra mim Blanche, pra você eu sempre vou sorri de volta.” Então eu vou sorrir, vou tentar fazer o que eu sei que ele sempre quis pra mim, que eu seja feliz, que ame de novo. Por hora eu espero algo para me trazer de volta, algo forte o suficiente pra me ressuscitar do meu estado temporário de ‘quase-morte’ Enfim... Eu sigo sorrindo por ele, pra ele.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 ... Lamentavelmente eu sou assim...


...Um tanto disperso
Às vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço...

O Teatro Mágico – Sina Nossa.

De todo o drama que, dessa vez, não estava sendo feito por mim, a única coisa que ecoava insistente na minha mente enquanto eu caminhava de volta ao trabalho eram: “Tudo tem que ser sempre do seu jeito.” ... “Então se você não mudar, ira perder duas amigas”. Talvez ela não tenha dito com essas exatas palavras minha memória é terrível para qualquer coisa, mas, o importante foi que eu guardei o conceito das frases e, elas me fizeram pensar...

Segundo Aurélio: Essência s. f.
1. O que constitui o ser e a natureza das coisas.
2. Qualidade predominante ou virtual de (plantas e drogas).
3. O que há de mais puro e subtil (nos corpos).
4. Ser; existência.
5. Óleo essencial ou volátil.
6.  Caráter distintivo.
7. Idéia principal.

Minha natureza/qualidade predominante/existência/idéia principal sempre foi à mesma assim como de qualquer outro ser humano no mundo. Creio que se eu pedisse a dona das frases do início do texto que mudasse seu jeito autoritário, o modo como ela gosta de ser a primeira em tudo ou jeito de dizer: ‘Eu não disse’ ela não mudaria, uma vez que ela não vê nada de errado nisso jamais nunca mudaria.
Minha essência lamentavelmente ou não é feita de muita teimosia, orgulho, rancor, uma fingida indiferença ao mundo, tristeza, muito drama e outros adjetivos bons e ruins, é claro, mas, sou eu... Assim... Desse jeito torto mesmo. E hoje, percebo pasma que as minhas duas melhores amigas que convivem com essa maldita essência durante certa de 3 anos quase que diariamente, de repente, decidiram que eu preciso mudar.
A ironia é que eu mesmo odiando os defeitos gritantes que as duas tem (assim como eu e o resto do mundo temos) me adaptei a elas, me irritando absurdamente com cada ponto que eu acho que elas deveriam mudar, me adaptei e jamais pediria que elas mudassem, pois, são minhas amigas eu as conhecia dessa forma e as amo desse jeito. Elas são muito difíceis de lidar, assim como eu sei que sou também, mas, eu acho que não conseguiria ficar muito tempo sem ‘aturar’ tais defeitos. Eu preciso delas. Sempre vou querer ouvir o que elas têm a dizer, o que elas têm a reclamar por mais que às vezes pareça que eu estou pouco me importando como todas as palavras que saem da boca delas eu me importo sim! Sempre me importei e sempre irei me importar.
Talvez elas estejam certas, eu deveria mesmo mudar... Parar de afastar as pessoas com esse gênio horrível, com essa cabeça dura, mas... e elas? Também não deveriam mudar? Ou talvez a essência delas jamais fizesse com que elas perdessem uma amiga.
Nunca pensei que precisaria mudar minha essência, meus defeitos para preservar uma amizade. Sempre tive em minha mente a idéia (talvez absurda) que as pessoas que me amassem, me amaria assim mesmo. Com todos os defeitos e qualidades do pacote. Com todos os picos, dramas, estranhasses e tudo o mais que aparecer. Pois posso dizer que as amo com tudo que posso e acredite ou não, me importo com cada futilidade, cada mini-parte da vida delas, mesmo que às vezes eu diga que não. Eu me importo.
Mas, me perdoem. Não vou mudar... Nem por mim, nem PRA mim e nem pra ninguém.
Essa sou eu. Mesmo que eu fique pra sempre sozinha.
É audácia minha pensar dessa forma? Que as pessoas que desejarem aproximar-se iram ter que aceitar todos os meus defeitos e todas as minhas estranhezas? Não... eu não acho.
Penso que o amor faz você acreditar que é aquela essência horrível que chamou a sua atenção, que é aquele defeito que faz com que você ame aquela amiga, aquele namorado... Os defeitos são o diferencial do ser humano.
Das duas melhores amigas, uma posso dizer que a amo pelo seu jeito irritante de JAMAIS perder uma oportunidade de se jogar abruptamente a qualquer coisa que talvez vá lhe fazer feliz, por não ter medo de se arriscar e de me fazer ter medo POR você.
E a outra. Eu amo cada fase que você passa, cada vez que você tenta se mostrar forte e todos os seus sonhos malucos e a capacidade inacreditável de me tirar do serio e me fazer sorrir ao mesmo tempo.
Perdoem-me se eu não mudar. Ao menos não por hora.


A Ariana e Taurina que predominam em minha vida.

segunda-feira, 15 de março de 2010 All alone with my memory

{ Sozinha com uma lembraça }
Titulo By Epica  ♪ ♫

 Lembro de a sua voz paralisar minha respiração era como se a minha a volta nada mais existisse, como se nada mais importasse somente eu e você juntos.
A sua ausência é a minha pior sentença. E eu tento sobreviver a ela, é difícil, é insuportável e então a única coisa que me resta é reviver cada instante, cada contato tão perfeito, dentro da minha mente perturbada.
Todos os dias eu tento encontrar um motivo plausível para você não esta mais aqui, alguma explicação que me traga paz. Qualquer coisa. Mas, eu sei que nada vai me trazer paz a não ser você e isso eu jamais terei de volta.
A dor às vezes é tão forte que nem mesmo o momento mais perfeito que tivermos consegue aplacar as lagrimam teimosas que escorrem pelo meu rosto por saber que não vão haver outros momentos.E o que devo fazer então? Eu sei que você odiaria isso. Ver-me nesse estado, chorando com os olhos vermelhos e o rosto inchado, daí eu digo pra mim mesma que preciso me levantar e caminhar pra frente. Respiro fundo e me levanto e tombo... É inevitável.
Éramos tão iguais. As mesmas idéias sobre o mundo, as mesmas soluções para tudo, o mesmo jeito estranho, as mesmas musicas consideradas barulhentas para o resto do mundo, mas que pra nos dizia tudo, o mesmo gosto por café com chocolate, para filmes e livros obscuros ou polêmicos, o mesmo lugar para sentir cócegas, a mesma estação do ano preferida e até a mesma cor.
E a sua risada no meio dos meus ataques exagerados de ciúmes das outras garotas que ousavam falar com você naquele tom abusado. Você ria e me abraçava e no minuto seguinte eu sabia que você me amava e que elas não significavam nada. Ao pé do meu ouvido você confirmava o que eu já sabia como se estivesse lendo minha mente. “Eu te amo” – você sussurrava pra mim e tudo o que eu podia fazer era te beijar e mostrar que eu também te amo e que sempre vou amar.
Estou quase sempre anestesiada pela dor da sua ausência. Os amigos que me consolam já não são suficientes. Antes, quando era somente a distancia de um pais a outro que me deixavam longe de você, eu conseguia... Dedicava meu tempo a pensar em qualquer outra coisa. Os belos elfos de Lórien, os sádicos seguidores de Lord Voldemort, os Changelings, os Vampiros... Qualquer coisa surreal que me tirasse desse mundo, funcionava tão bem. Eu sorria de novo.
 Agora eu não consigo mais, essa distância entre nós é muito maior do que a ser percorrida. Você está onde eu não posso estar. E eu estou aqui, sempre estarei pra lembrar de você e me convencer de que independente da onde você está agora esta olhando pra mim e torcendo pra eu conseguir me equilibrar e não cair ficar de pé e seguir recordando cada precioso instante que eu sentia você perto de mim. Cada vez que você disse que me amava. Sinto sua falta e ainda estou esperando parar de doer.